quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Sobre amores


       Demorei um pouco para tomar coragem para escrever.  Não que seja algo fora da minha realidade ou complicado para mim. Simplesmente às vezes você tem tanto a dizer que não sabe como nem porque diria em voz alta.
       Aqui vou eu, começar a falar em voz alta.
       Vejo que falar sobre amor é algo extremamente comum e recorrente. Afinal de contas amar é uma capacidade do ser humano. Desde sempre se fala de amor, mas acho que nunca falei sobre isso com alguém. Fala-se de paixão, encantamento, envolvimento e até sexo, mas nada disso é amor.
       Amor- substantivo masculino. Uma palavra tão pequena que guarda em si tanta coisa. Cuidado, paciência, coragem, vontade, esforço, dedicação, tato, aceitação, parceria, sabedoria, respeito, dignidade, humildade. É tudo tão abstrato e talvez por isso difícil para eu absorver. Sou uma pessoa objetiva, lógica, mais racional do que emocional. Nada faz completo sentido e ao mesmo tempo faz todo sentido.
       Sábios falaram sobre o amor, assim como os poetas, escritores, até médicos tentaram explicar como raios acontece esse sentimento infeliz e feliz. Nenhuma explicação me é suficiente. Cada um vê e sente o amor de forma diferente, assim como vê e sente o mundo de forma diferente.
      Tem coisas que não se consegue explicar. Detesto coisas sem explicação. Dizem que as perguntas movem o mundo. Eu faço perguntas, mas gosto de ter respostas, mesmo que no momento não preencham todas as lacunas. É sempre bom ter um chão onde pisar. Uma terra firme. Emoções são gelatinas. O amor é uma grande gelatina de morango que fica oscilando na nossa frente. Não basta ter todos os ingredientes e prepara-la corretamente, precisa-se saber mantê-la firme e geladinha.
       O meu objetivo não era escrever um texto que chegasse a lugar nenhum, mas é o que acontece quando se fala desses assuntos perturbadoramente sem fim. Acho que nós fazemos os nosso final e o nosso começo todos os dias, amando, não amando, achando ou fingindo  que estamos, ou não, amando. Vai de cada um cuidar da sua gelatina.