Demorei um pouco para tomar coragem para escrever. Não que seja algo fora da minha realidade ou complicado para mim. Simplesmente às vezes você tem tanto a dizer que não sabe como nem porque diria em voz alta.
Aqui vou eu, começar a falar em voz alta.
Vejo que falar sobre amor é algo extremamente comum e recorrente. Afinal de contas amar é uma capacidade do ser humano. Desde sempre se fala de amor, mas acho que nunca falei sobre isso com alguém. Fala-se de paixão, encantamento, envolvimento e até sexo, mas nada disso é amor.
Amor- substantivo masculino. Uma palavra tão pequena que guarda em si tanta coisa. Cuidado, paciência, coragem, vontade, esforço, dedicação, tato, aceitação, parceria, sabedoria, respeito, dignidade, humildade. É tudo tão abstrato e talvez por isso difícil para eu absorver. Sou uma pessoa objetiva, lógica, mais racional do que emocional. Nada faz completo sentido e ao mesmo tempo faz todo sentido.
Sábios falaram sobre o amor, assim como os poetas, escritores, até médicos tentaram explicar como raios acontece esse sentimento infeliz e feliz. Nenhuma explicação me é suficiente. Cada um vê e sente o amor de forma diferente, assim como vê e sente o mundo de forma diferente.
Tem coisas que não se consegue explicar. Detesto coisas sem explicação. Dizem que as perguntas movem o mundo. Eu faço perguntas, mas gosto de ter respostas, mesmo que no momento não preencham todas as lacunas. É sempre bom ter um chão onde pisar. Uma terra firme. Emoções são gelatinas. O amor é uma grande gelatina de morango que fica oscilando na nossa frente. Não basta ter todos os ingredientes e prepara-la corretamente, precisa-se saber mantê-la firme e geladinha.
O meu objetivo não era escrever um texto que chegasse a lugar nenhum, mas é o que acontece quando se fala desses assuntos perturbadoramente sem fim. Acho que nós fazemos os nosso final e o nosso começo todos os dias, amando, não amando, achando ou fingindo que estamos, ou não, amando. Vai de cada um cuidar da sua gelatina.